Em um dia marcado por turbulências no exterior, o dólar ultrapassou a barreira de R$ 5,20 e fechou em R$ 5,22, atingindo o maior nível em quase seis meses. A bolsa brasileira, por sua vez, recuou pela quarta vez consecutiva, refletindo um ambiente de aversão ao risco devido à alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
Dólar e Ibovespa em queda
O dólar comercial subiu 0,83%, encerrando a segunda-feira (28) vendido a R$ 5,226, o maior fechamento desde 30 de março. Esse movimento acompanhou a valorização do dólar frente a outras moedas de países emergentes. O índice que mede o desempenho da moeda estadunidense subiu 0,05%. No cenário interno, o Banco Central informou que o Brasil registrou um débito de US$ 5,055 bilhões em transações correntes em agosto, enquanto o investimento direto no país somou US$ 7,396 bilhões no mesmo mês.
Projeções e mercado de petróleo
O boletim Focus, uma pesquisa semanal com instituições financeiras, revelou que a projeção de inflação para 2026 subiu de 4,92% para 4,99%. O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,26%, aos 182.991,13 pontos, após oscilar entre a mínima de 181.931,36 e a máxima de 184.094,65 pontos. Apesar dessa sequência negativa, o índice acumulou uma alta de 3,14% em setembro e 13,57% no ano.
Petróleo em alta
O preço do petróleo também teve um dia positivo, com o barril do tipo Brent fechando a US$ 97,83, alta de 0,40%. O barril do tipo WTI avançou 0,21%, para US$ 92,60. Apesar das incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã, o aumento da oferta de petróleo e o retorno do bombeamento do oleoduto Leste-Oeste pela Arábia Saudita contribuíram para a volatilidade dos preços.
Opinião
O cenário econômico atual evidencia a fragilidade dos mercados em resposta a eventos internacionais, destacando a importância de monitorar as relações geopolíticas e suas repercussões.





