A Consulta Pública nº 76/2026 está em andamento e avalia a possível incorporação do cabotegravir injetável de longa duração como profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV no Sistema Único de Saúde (SUS). O prazo para a participação da sociedade civil, classe médica e profissionais da saúde vai até 31 de agosto de 2026.
Se aprovado, o cabotegravir será o primeiro medicamento injetável disponível na rede pública, oferecendo uma alternativa importante no combate à infecção pelo HIV. Atualmente, o Brasil enfrenta um cenário preocupante, com 39.216 novos casos de HIV registrados em 2024, evidenciando a necessidade de estratégias eficazes de prevenção.
Desafios na adesão à PrEP
Apesar das opções de prevenção disponíveis no SUS, como o uso de preservativos e a PrEP oral, dados alarmantes indicam que 55% dos usuários descontinuaram o uso da PrEP oral, com uma taxa ainda mais alta entre os jovens: 68% entre menores de 18 anos. Essa descontinuação é um reflexo das complexidades enfrentadas por diferentes grupos, com 54% das mulheres cis, 46% dos homens cis, 41% das mulheres trans, 38% dos homens trans e 44% das travestis abandonando o tratamento.
Opinião de especialistas
O Dr. Álvaro Costa, infectologista do Hospital das Clínicas, destaca que, apesar dos avanços com a PrEP oral, a adesão ainda é um desafio significativo. Ele ressalta que a introdução do cabotegravir injetável pode oferecer mais opções aos indivíduos, respeitando suas necessidades e preferências.
Sobre a ViiV Healthcare
A ViiV Healthcare foi criada em 2009, fruto de uma joint venture entre a GSK e a Pfizer, e é dedicada exclusivamente ao desenvolvimento de tratamentos para o HIV. A GSK possui atualmente 76,5% de participação na empresa, que opera em mais de 50 países, sendo a distribuidora da ViiV Healthcare no Brasil.
Opinião
A abertura da consulta pública é um passo importante para garantir que as necessidades da população sejam ouvidas e consideradas na luta contra o HIV.





