Fortes ventos atingiram São Paulo e Rio de Janeiro no dia 29 de outubro, causando sérios transtornos e deixando milhares de residências sem energia elétrica. O professor Edson Watanabe, do Programa de Engenharia Elétrica da UFRJ, enfatiza que a solução para tornar a rede elétrica mais resiliente a essas intempéries passa pela implementação de fiação subterrânea, embora o custo seja de 7 a 10 vezes maior que o da linha aérea.
Impacto das Ventanias
A empresária Ana Paula Brito, residente em Vila Isabel, está sem luz desde as 17h do dia 29 e já abriu diversos protocolos na Light, que informou que os técnicos estão trabalhando no local, mas sem previsão de retorno. A situação é semelhante para outros moradores, como Rico Vilarouca, que aguarda a normalização do serviço em Santa Teresa.
Necessidade de Investimentos
Segundo Watanabe, a responsabilidade pelos custos de instalação de fiação subterrânea recai sobre as concessionárias de energia. Ele ressalta que, apesar da maior qualidade e segurança dos cabos subterrâneos, a manutenção também é mais cara. “Seria bom se houvesse um pouco mais de atividade do lado das concessionárias”, afirmou.
Planos de Contingência
Leandro Torres, professor da Escola Politécnica da UFRJ, complementa que a simples troca da rede aérea por subterrânea não é a solução para a falta de energia. Ele defende a importância de planos de contingência que considerem diversos tipos de desastres, incluindo vendavais e inundações, para que as instituições estejam preparadas para eventos climáticos extremos.
Reação das Concessionárias
A Light e a Enel têm mobilizado equipes para normalizar o fornecimento de energia, mas muitos moradores ainda enfrentam a falta de eletricidade. Meteorologistas não associam os ventos fortes ao fenômeno do El Niño, mas destacam a necessidade de planejamento e investimento por parte das concessionárias para evitar futuros problemas.
Opinião
A situação evidenciada pelos ventos fortes ressalta a urgência de investimentos em infraestrutura elétrica. A fiação subterrânea pode ser uma solução eficaz, mas requer um compromisso das concessionárias com a segurança e a qualidade do serviço prestado.





