Política

Dario Durigan propõe endurecimento do arcabouço fiscal e Lula avalia mudanças

Dario Durigan propõe endurecimento do arcabouço fiscal e Lula avalia mudanças

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está em conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir uma proposta que visa endurecer as regras do arcabouço fiscal em um possível quarto mandato do presidente. A principal mudança em análise é a redução do limite anual de crescimento das despesas públicas de 2,5% para 1,5%.

A proposta também inclui a criação de novos gatilhos que restringiriam o avanço dos gastos obrigatórios. Essa sinalização foi apresentada por Durigan durante reuniões com representantes de grandes instituições financeiras, conforme apurações da Folha de S. Paulo e do site Poder360.

Contexto Econômico

A dívida pública brasileira já alcançou R$ 9,2 trilhões em junho de 2026, aproximando-se do Produto Interno Bruto (PIB), que está estimado em R$ 12,7 trilhões para 2025. A Instituição Fiscal Independente (IFI) projeta que a dívida bruta pode atingir 115% do PIB até 2036, um patamar considerado elevado para uma economia emergente.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) também tem defendido a adoção de políticas fiscais que visem a redução do endividamento público, enfatizando a necessidade de um superávit primário de 2,1% do PIB por ano até 2029 para estabilizar a trajetória da dívida.

Desafios Fiscais

O aumento da dívida pública tem gerado preocupações sobre o volume de recursos destinados ao pagamento de juros, o que reduz o espaço para investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura. A equipe econômica acredita que um teto mais rígido nas despesas obrigatórias pode ajudar a controlar a situação fiscal e a melhorar os resultados primários.

Embora Durigan ainda não tenha apresentado um projeto detalhado, a intenção é demonstrar que a contenção das despesas obrigatórias será um componente importante do programa econômico de um eventual novo mandato de Lula.

Opinião

A discussão sobre o endurecimento do arcabouço fiscal é crucial para a sustentabilidade das contas públicas e pode impactar diretamente a confiança dos investidores na economia brasileira.