O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, assegurou que não há possibilidade de ruptura diplomática com o Brasil, mesmo após os recentes ataques do presidente Javier Milei a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante uma entrevista à rádio Mitre, Quirno afirmou que a crise não será levada ao nível institucional.
No dia 25 de outubro de 2023, Milei, que tem um histórico de ataques a Lula, chamou o petista de ladrão e presidiário durante o lançamento da candidatura à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL) em São Paulo. Essa declaração gerou reações no governo brasileiro, que convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, e o embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli, para esclarecimentos.
Quirno tentou distanciar a postura argentina da brasileira, reiterando que não se deve levar as diferenças políticas para o âmbito diplomático. “Temos a mais alta estima do embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli. Esperamos que, após essas consultas, retorne ao país o quanto antes para seguir desenvolvendo a extensa agenda bilateral que temos”, disse Quirno.
No entanto, o vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, classificou os ataques de Milei como lamentáveis. A situação gerou um clima de tensão, com o ministro Dario Durigan chamando Milei de ‘palhaço’ e o ministro Guilherme Boulos o descrevendo como ‘caricatura patética’ e puxa-saco de Donald Trump.
Além disso, Lula ironizou Milei ao questionar: “Quem é esse cara?”, em resposta aos comentários do presidente argentino. No mesmo dia, Milei também atacou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, chamando-o de ‘lixo careca’ por não permitir sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar.
Opinião
A relação entre Brasil e Argentina, marcada por tensões políticas, deve ser acompanhada de perto, pois envolve interesses comerciais significativos para ambos os países.





