O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o credenciamento da organização Eurolat Global Democracy Forum, sediada na Espanha, para atuar como observadora nas eleições de 2026. A decisão foi oficializada em 29 de julho de 2026 e divulgada pelo portal Claudio Dantas.
A justificativa do TSE para a negativa foi que a entidade não atende aos critérios institucionais e ao planejamento previamente definidos para a composição das missões internacionais de observação eleitoral. O TSE esclareceu que é ele quem convida os organismos internacionais para esse tipo de atividade.
A missão da Eurolat havia sido anunciada em 2 de julho, com o objetivo de promover eleições livres, transparentes e confiáveis. O chefe da missão seria o diplomata Daniel del Valle Blanco, acompanhado pelo ex-vice-presidente das Ilhas Maldivas, Ahmed Adheeb.
Os porta-vozes da missão incluiriam o ministro da Juventude de Honduras, Cristian Midence, e o vereador de Arlington (Texas), Maurício Galante, filiado ao Partido Republicano. Em um vídeo, Galante expressou preocupações sobre a credibilidade das eleições brasileiras, afirmando que o TSE está barrando missões internacionais de transparência experientes.
O site oficial da Eurolat defende que suas missões de observação eleitoral são apartidárias e técnicas, baseadas em padrões internacionais reconhecidos e no respeito aos contextos político, social e cultural de cada país.
Opinião
A decisão do TSE levanta questões sobre a transparência e a confiança nas eleições brasileiras, especialmente em um cenário de crescente desconfiança internacional.





