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Justiça nega prisão domiciliar a Rhiad Abdulahad, acusado de jogo do bicho

Justiça nega prisão domiciliar a Rhiad Abdulahad, acusado de jogo do bicho

A Justiça negou o pedido de prisão domiciliar do advogado Rhiad Abdulahad, que foi preso durante a 4ª fase da Operação Successione. A decisão foi publicada no Diário da Justiça em 27 de novembro de 2025, após a prisão preventiva de Rhiad ter sido decretada em 25 de novembro de 2025.

Rhiad é acusado de envolvimento com o jogo do bicho e lavagem de dinheiro, e sua defesa argumentou que ele precisa estar presente para cuidar de seu filho de 2 anos, que possui síndrome de down. No entanto, o pedido foi negado pela Justiça, que considerou as evidências apresentadas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Operação Successione e Acusações

A Operação Successione teve início em 2023 e, na sua 4ª fase, foram cumpridos 20 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão em várias cidades, incluindo Campo Grande, Dourados, Corumbá, Maracaju e Ponta Porã, além de outros estados como Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

O grupo criminoso, liderado pelo ex-deputado Roberto Razuk Filho, é investigado por diversos crimes, incluindo corrupção e tentativas de monopolização da exploração ilegal de jogos de azar. Segundo o Gaeco, após a primeira fase da operação, Rhiad Abdulahad teria assumido um papel de liderança na organização criminosa.

Desdobramentos e Defesa

Após a denúncia recebida pelo Juízo da 4ª Vara Criminal em 19 de dezembro de 2025, Rhiad se tornou réu. Desde então, sua defesa já apresentou pelo menos três pedidos de revogação da prisão preventiva, todos indeferidos pela Justiça. Os argumentos da defesa baseiam-se em laudos médicos que indicam que a presença do pai é essencial para o desenvolvimento da criança, além de solicitar a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

Opinião

A negativa da Justiça em conceder a prisão domiciliar a Rhiad Abdulahad reflete a seriedade das acusações e a complexidade do caso, que envolve não apenas questões legais, mas também familiares.