O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, sinalizou que a política monetária deve continuar com uma taxa de juros elevada. Durante um evento da Expert XP em São Paulo, no dia 24 de julho de 2026, ele destacou que a manutenção dessa postura se deve às previsões do mercado sobre a inflação para o final do ano.
Atualmente, a Selic está fixada em 14,25% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) havia reduzido a taxa de 15% para 14,75% em março de 2026, seguido de uma nova queda para 14,50% no mês seguinte. Galípolo enfatizou que a situação atual exige a manutenção de uma taxa de juros em um patamar restritivo por um período mais longo.
Projeções e Metas
A meta de inflação do governo para 2026 é de 3%, com um intervalo de tolerância que varia de 1,5% a 4,5%. No entanto, o Boletim Focus projeta que a inflação deve atingir 5% até o final do ano, o que preocupa o Banco Central. Galípolo mencionou que o Brasil precisa de uma dose de remédio monetário mais elevada do que outros países para controlar a inflação.
Desafios Futuros
O Copom tem alertado sobre a tensão no Oriente Médio e a indisciplina fiscal do governo como fatores que impactam a política monetária. As expectativas do mercado indicam que a Selic pode fechar 2026 em 14%, mas a situação ainda é volátil e requer monitoramento constante.
Opinião
A postura do Banco Central, sob a liderança de Gabriel Galípolo, reflete a necessidade de um controle rigoroso da inflação, mesmo em um cenário econômico desafiador.





