Investidores estão encontrando novos motivos para comprar ativos da Colômbia e do Peru após a eleição de Abelardo de la Espriella e Keiko Fujimori, que começam a mostrar sinais de políticas econômicas favoráveis ao mercado. Ambos os presidentes foram eleitos com margens apertadas e enfrentam desafios fiscais significativos.
Na Colômbia, o déficit fiscal atingiu níveis recordes, e a situação econômica é crítica. A escolha de Miguel Gómez como ministro da Fazenda e o início do diálogo com credores multilaterais geraram expectativas de uma política econômica mais ortodoxa. Enquanto isso, os títulos colombianos em pesos acumulam alta de quase 9,5% desde que De la Espriella garantiu uma vaga no segundo turno, destacando-se como o melhor desempenho da América Latina.
Desafios e Oportunidades
Por outro lado, no Peru, Julio Velarde foi reconduzido como presidente do banco central, um sinal de estabilidade em um ambiente político conturbado. Os títulos do governo peruano também avançaram cerca de 2% desde o segundo turno, em 7 de junho. No entanto, a situação política é tensa, com Roberto Sánchez, adversário de Fujimori, contestando os resultados e convocando manifestações.
A confiança empresarial de curto prazo disparou após as eleições, com investidores apostando que ambos os presidentes implementarão políticas que revitalizarão suas economias. Carlos Munoz-Carcamo, estrategista do Deutsche Bank, ressalta que, apesar das pressões, os mercados estão mais otimistas em relação à Colômbia do que ao Peru.
Expectativas Futuras
Os dois novos presidentes enfrentam a pressão de governar em um cenário econômico desafiador. De la Espriella, apelidado de El Tigre, promete revitalizar a indústria de combustíveis fósseis e reduzir impostos corporativos, enquanto Fujimori pode contar com uma base legislativa mais forte. As medidas tomadas até agora têm levado a um aumento no interesse por ativos de ambos os países, com os investidores apostando em uma recuperação econômica.
Opinião
A dinâmica política e econômica na Colômbia e no Peru é complexa, mas os sinais iniciais das novas administrações oferecem esperança para uma recuperação em meio a desafios fiscais significativos.





