O pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, negou nesta terça-feira (21 de julho de 2026) ter convidado a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para integrar sua chapa como vice-presidente nas eleições de 2026. Zema esclareceu que mencionou o nome de Michelle apenas como uma possibilidade, sem qualquer articulação formal.
“Eu não mencionei o nome dela [Michelle]. Fui questionado sobre quem seria o vice e falei que ainda não tinha nenhum nome. O jornalista citou o nome dela e eu falei que era uma possibilidade. Não houve nenhum convite em nenhum momento”, afirmou Zema a jornalistas durante uma agenda no Rio de Janeiro.
A declaração de Zema ocorre após Michelle rebater publicamente sua fala anterior, afirmando que “não há nenhuma possibilidade” de integrar a chapa do Novo. Em suas redes sociais, a ex-primeira-dama argumentou que a hipótese é incompatível com a legislação eleitoral, pois permanece filiada ao PL, que lançou o senador Flávio Bolsonaro (RJ) como pré-candidato à presidência.
Busca por vice com perfil ‘ficha limpa’
Durante um evento do Novo em São Paulo, Zema destacou que busca um companheiro de chapa com perfil “ficha limpa” e que a definição deverá ocorrer até o prazo das convenções partidárias. A convenção nacional do Novo que deve oficializar a candidatura de Zema está marcada para 27 de julho de 2026, em Brasília. O prazo final para as convenções partidárias é 5 de agosto de 2026.
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, também revelou que o partido está negociando com o Podemos e que uma reunião com a presidente da sigla, Renata Abreu, deve ocorrer em breve para discutir uma composição de chapa.
Opinião
A situação em torno da candidatura de Zema e a negativa de Michelle Bolsonaro trazem à tona questões importantes sobre alianças e estratégias eleitorais para 2026.





