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Crescimento de 417% nas cirurgias robóticas no Brasil gera desafios e oportunidades

Crescimento de 417% nas cirurgias robóticas no Brasil gera desafios e oportunidades

A cirurgia robótica tem se consolidado como uma importante inovação nos procedimentos minimamente invasivos no Brasil. De acordo com dados da Associação Médica Brasileira (AMB), o número de cirurgias realizadas com auxílio de robôs cresceu 417%, impulsionado pela ampliação das plataformas disponíveis e pela adoção crescente da tecnologia em centros de alta complexidade.

Aplicações na Cirurgia Digestiva

Esse método é utilizado no tratamento de cânceres do esôfago, estômago, fígado, pâncreas, intestino e reto, além de doenças benignas como refluxo gastroesofágico e hérnias complexas. O Dr. Zailton Júnior, professor da Universidade Federal da Paraíba e cirurgião do aparelho digestivo, explica que a cirurgia robótica permite a realização de procedimentos complexos por uma via minimamente invasiva, com elevado grau de precisão e segurança.

Benefícios e Precisão

Entre os benefícios destacados estão a menor dor no pós-operatório, menor perda sanguínea, recuperação mais rápida e um retorno precoce às atividades habituais. Em oncologia, a tecnologia contribui para procedimentos mais precisos, favorecendo melhores resultados funcionais e qualidade de vida. A plataforma robótica oferece uma visão tridimensional em alta definição com ampliação de até dez vezes, permitindo movimentos impossíveis de serem realizados por instrumentos laparoscópicos convencionais.

Desafios e Acesso à Tecnologia

Apesar do crescimento, o Dr. Zailton Júnior ressalta que a experiência do cirurgião é crucial para o sucesso do tratamento. O robô não opera sozinho; a tecnologia complementa a capacidade técnica do profissional, mas não substitui sua formação e julgamento clínico. Além disso, o setor ainda enfrenta desafios relacionados ao custo e à distribuição desigual da tecnologia entre as diferentes regiões do país.

Opinião

A cirurgia robótica representa um avanço significativo na medicina, mas é fundamental que o acesso a essa tecnologia seja ampliado de forma responsável, garantindo qualidade e segurança nos tratamentos.