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Ministro João Paulo Capobianco anuncia 180 novas espécies ameaçadas de extinção

Ministro João Paulo Capobianco anuncia 180 novas espécies ameaçadas de extinção

A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passou por uma atualização significativa, com a inclusão de 180 espécies ou subespécies, conforme avaliações realizadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Entre as novas adições, destaca-se a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), que foi reclassificada como Vulnerável (VU), além do bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus).

Além das novas inclusões, 150 espécies foram retiradas da lista, resultando em um total de 790 espécies ou subespécies na lista atualizada. O documento também inclui a Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, que conta com nove espécies extintas.

Classificação das Espécies

O levantamento abrange mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, classificados em cinco categorias: Vulneráveis (VU), Em Perigo (EN), Criticamente em Perigo (CR), Possivelmente Extintas (CR-PE) e Extinta na Natureza (EW). A maior parte das espécies listadas são invertebrados terrestres, totalizando 264 espécies ameaçadas de extinção. Também foram registradas 242 aves, 123 répteis, 102 mamíferos e 59 anfíbios.

Importância da Lista

Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a lista é um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira. “A lista reconhece, perante a nossa sociedade e o mundo, a situação das espécies brasileiras e também abre caminho para a construção de planos de recuperação e de conservação”, afirma Capobianco.

O novo documento substitui a versão anterior de 2022 e é fruto de um esforço conjunto com a comunidade científica e organizações da sociedade civil. O presidente do ICMBio, Mauro Pires, destaca que “poucos países no mundo têm a capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala que o Brasil faz hoje”.

Opinião

A atualização da lista de fauna ameaçada é um passo importante para a conservação da biodiversidade no Brasil, refletindo a necessidade urgente de proteção das espécies ameaçadas.