O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou dados alarmantes sobre a violência contra a mulher no Brasil. Em 2025, as unidades especializadas no Atendimento à Mulher da Polícia Civil realizaram 782.474 atendimentos, abrangendo situações de ameaça, lesão corporal, injúria, importunação sexual, estupro e feminicídio.
Ao todo, foram 329.451 vítimas atendidas, um número que indica que muitas mulheres precisaram retornar para mais de um atendimento. A Região Sudeste foi a mais afetada, com 125.769 vítimas, representando 47,8% do total nacional. Somente em São Paulo, 84.103 vítimas buscaram ajuda.
Tipos de Ocorrência
O levantamento revelou que o tipo de ocorrência mais registrado foi a ameaça, com 148.544 casos, seguido por lesão corporal (99.473) e injúria (88.739). Além disso, houve um aumento significativo em casos de perseguição (52.855, alta de 44,3%) e violência psicológica (23.911, alta de 49,7%).
Medidas Protetivas
Os atendimentos resultaram em 302.626 medidas protetivas de urgência solicitadas, das quais 118.672 foram concedidas. No entanto, 38.214 medidas foram descumpridas pelos agressores, evidenciando a fragilidade do sistema de proteção.
Desafios Enfrentados
Apesar do avanço com a instalação de 585 unidades especializadas em todo o país, o diagnóstico aponta desafios significativos. Somente 20% das unidades funcionam 24 horas, e 57% relatam insuficiência de recursos para investigação. A falta de viaturas e material de menor potencial ofensivo também foram citadas como carências por 46% e 40% das unidades, respectivamente.
Opinião
Os dados apresentados pelo MJSP ressaltam a necessidade urgente de melhorias nas políticas de atendimento e proteção às mulheres, que ainda enfrentam uma realidade alarmante de violência.





