Futebol

Safa reaverá ‘Bafana Bafana’ após disputa judicial de 27 anos e polêmica

Safa reaverá 'Bafana Bafana' após disputa judicial de 27 anos e polêmica

Um apelido criado pelo jornal Sowetan no início dos anos 1990 se tornou uma marca milionária para a seleção da África do Sul. A seleção, que joga contra o México no dia 11 de outubro de 2023, é amplamente conhecida como Bafana Bafana, nome que é utilizado em produtos oficiais e marketing pela Associação de Futebol da África do Sul (Safa). O apelido é um grito de incentivo nos estádios e aparece em camisetas e faixas, além de ser promovido nas redes sociais com a hashtag #BafanaPride.

História do Apelido

A origem do apelido remonta a uma gíria popular entre os torcedores, “abafana bethu” (nossos rapazes, em zulu), que foi adaptada pelos jornalistas do Sowetan. O nome rapidamente se popularizou entre os fãs, mas em 1996, um empresário local, Wayne Smidt, registrou “Bafana Bafana” como marca, criando uma disputa judicial que duraria anos.

Disputa Judicial

A Safa ignorou a oportunidade de registrar o nome e, com o passar do tempo, percebeu que havia perdido o controle sobre o apelido. Em 2002, Wayne Smidt venceu a primeira fase da disputa judicial, o que impediu a Safa de lucrar totalmente com o uso do nome. O empresário chegou a pedir US$ 41 milhões pela marca, e a justiça sul-africana criticou a Safa por sua demora em registrar o nome.

Acordo e Compra dos Direitos

Com a proximidade da Copa do Mundo de 2010, a Safa e Wayne Smidt chegaram a um acordo que permitiu a exploração conjunta da marca. A Safa ficou com 50,5% e Smidt com 49,5% dos direitos. Contudo, a possibilidade de a seleção abandonar o apelido gerou reações negativas entre torcedores e na mídia. Em 2011, a Safa finalmente comprou os direitos totais do apelido por US$ 5 milhões, encerrando a disputa que começou em 1996.

Opinião

A trajetória do apelido Bafana Bafana reflete a importância da identidade cultural e do reconhecimento legal na era do marketing esportivo.