O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, decidiu suspender a pesquisa AtlasIntel (BR-06939/2026), atendendo a um pedido do PL, partido do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 9 de junho de 2026.
Em resposta à suspensão, o presidente do PT, Edinho Silva, declarou que respeita a decisão do TSE. Ele enfatizou que, se Nunes Marques tomou essa decisão, é porque possui fundamentos para isso. “Decisão do Poder Judiciário você não debate, você não opina, você respeita”, afirmou Edinho.
Contexto da Pesquisa
A pesquisa da AtlasIntel foi realizada em 09/06/2026 e, segundo o PL, o instituto teria manipulado a opinião dos entrevistados de forma prejudicial à imagem de Flávio Bolsonaro. O partido alegou que a pesquisa utilizou “estímulos narrativos” negativos antes de questionar sobre a intenção de voto.
Reações no TSE
O TSE iniciou o julgamento da liminar de Nunes Marques, mas o processo foi interrompido devido a um pedido de vista da ministra Estela Aranha. Durante a discussão, os ministros do TSE defenderam a necessidade de estabelecer regras para a publicação de pesquisas futuras.
Defesa da AtlasIntel
A AtlasIntel argumentou que respeitou sua autonomia metodológica e que o questionário foi elaborado para aferir a percepção do eleitor sobre fatos amplamente divulgados pela imprensa. A empresa também sustentou que a utilização de componentes audiovisuais ocorreu apenas após a coleta da intenção de voto, evitando assim a indução dos resultados.
Opinião
A suspensão da pesquisa AtlasIntel levanta questões sobre a liberdade de expressão e a transparência nas eleições, refletindo o delicado equilíbrio entre a regulação e a autonomia das instituições.





