A Grupo Estrela conseguiu uma liminar em 22/05/2026, concedida pela juíza Aline Cristina Modesto da Silva, que proíbe a suspensão de serviços essenciais para suas oito empresas. A decisão foi tomada em meio a uma grave crise financeira enfrentada pela fabricante de brinquedos.
A liminar impede que credores interrompam ou neguem o fornecimento de serviços, além de proibir o encerramento antecipado de contratos. O descumprimento dessa decisão acarretará uma multa diária de R$ 1 mil.
Crise Financeira e Recuperação Judicial
O Grupo Estrela acumula um prejuízo de R$ 639 milhões no primeiro semestre de 2025 e ainda falta R$ 567,8 milhões para honrar suas obrigações financeiras. Apesar da liminar, a recuperação judicial ainda não foi autorizada, e o advogado Rogeston Inocêncio de Paula foi nomeado para apresentar um laudo sobre as condições da empresa em até cinco dias.
A juíza argumentou que a proteção judicial é necessária para evitar o agravamento da crise, que pode resultar na interrupção dos serviços essenciais, prejudicando ainda mais a situação da companhia.
O Futuro do Grupo Estrela
Em comunicado ao mercado, a empresa atribui sua deterioração financeira à crescente concorrência de soluções digitais, que têm substituído os brinquedos tradicionais. A companhia reafirma a confiança na continuidade de suas operações e na reestruturação de seus negócios, enquanto aguarda a decisão sobre sua recuperação judicial.
Opinião
A liminar do Grupo Estrela representa uma tentativa crucial de manter suas operações, mas a real recuperação dependerá da agilidade na análise do laudo e na autorização da recuperação judicial.





