José Luís de Oliveira Lima deixou a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro em um momento crítico, após a Polícia Federal rejeitar sua proposta de delação premiada. A decisão foi anunciada na última sexta-feira, 22 de maio de 2026, apenas dois dias após a PF barrar as negociações.
A proposta de delação ainda está sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliará os termos do acordo. Daniel Vorcaro foi preso em 4 de março de 2026 durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), um banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.
Desde sua prisão, Vorcaro tenta estabelecer um acordo de delação, que, se aceito, permitirá a homologação pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, a Lei 12.580/2013 impede Mendonça de participar das negociações entre a PF, a PGR e a defesa de Vorcaro.
Se a PGR aceitar a proposta, as cláusulas do acordo terão que ser submetidas ao ministro, que decidirá sobre a homologação. A partir daí, Vorcaro poderá receber benefícios, como redução de pena, além de ter a obrigação de devolver valores obtidos por meio das fraudes e revelar informações sobre os esquemas investigados.
Opinião
A situação de Daniel Vorcaro e as implicações da rejeição da delação premiada levantam questões sobre a eficácia das colaborações em investigações de corrupção e fraudes financeiras.





