O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, liderou um importante debate na Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra, no dia 20 de maio de 2026, propondo uma articulação internacional para a regulação do mercado de jogos e apostas eletrônicas. Essa iniciativa surge em um contexto preocupante, onde 512 mil brasileiros solicitaram o bloqueio de acesso a sites de jogos através da Plataforma de Autoexclusão, lançada em dezembro de 2025.
Medidas de Apoio e Saúde Mental
Segundo Padilha, mais da metade dos autoexcluídos relatou sofrimento mental, o que evidencia a necessidade urgente de apoio. Para atender essa demanda, o SUS ampliou os serviços de teleatendimento em saúde mental, com um investimento de R$ 2,5 milhões, destinado a pessoas com 18 anos ou mais e seus familiares. Além disso, o governo brasileiro também expandiu o atendimento presencial nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e serviços de urgência e emergência.
A primeira regulamentação para o setor foi aprovada em 2023, e Padilha enfatizou que a falta de regras para jogos virtuais contribui para o endividamento e afeta negativamente a saúde mental da população. O ministro ressaltou que a experiência do Brasil em legislações anteriores, como a de controle do tabaco, pode servir de modelo para as futuras iniciativas em relação às apostas eletrônicas.
Parcerias e Colaborações Internacionais
Durante a mesma assembleia, o Brasil assinou um Memorando de Entendimento com a República Dominicana, visando desenvolver pesquisas e tecnologias em saúde pública, além de estratégias para reduzir a mortalidade materna e neonatal. O ministro também se reuniu com representantes de países como Moçambique, Irã e Egito, buscando parcerias para fortalecer a saúde pública.
Opinião
A proposta de regulação de apostas eletrônicas pelo governo brasileiro é um passo importante para enfrentar os desafios da saúde mental associados a esse setor. A iniciativa pode servir de modelo para outros países que enfrentam problemas semelhantes.





