O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou a saída de Fernando Haddad do comando do Ministério da Fazenda nesta sexta-feira, 20 de março de 2026. A exoneração ocorreu a pedido do ex-ministro, que já havia anunciado sua pré-candidatura ao governo do estado de São Paulo, onde enfrentará a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
A nomeação de Dario Durigan, que era considerado o “número 2” da pasta, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Lula elogiou Haddad, afirmando que ele será lembrado como o ministro da Fazenda mais exitoso da história do Brasil, especialmente por ter aprovado uma reforma tributária que estava parada há 40 anos.
Desafios Econômicos e Políticos
A troca no comando do Ministério da Fazenda acontece em um momento delicado para a economia brasileira, com os impactos da guerra no Oriente Médio refletindo na alta dos preços, como o do diesel, e a iminência de uma greve de caminhoneiros. Haddad e sua equipe estavam trabalhando em um plano para zerar impostos federais como PIS e Cofins, além de implementar subvenções à produção de combustíveis no país.
Haddad, ao confirmar sua pré-candidatura, destacou sua intenção de disputar a eleição “para ganhar”, reiterando que não busca barganhas políticas. Com essa movimentação, o PT se prepara para um novo embate eleitoral, repetindo o cenário das eleições de 2022, quando Haddad também se enfrentou com Tarcísio.
Opinião
A saída de Haddad do governo marca um importante momento na política paulista e nacional, refletindo a necessidade de ajustes em um cenário econômico desafiador.





