O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) gravou um vídeo nesta segunda-feira (13) afirmando que a paralisação de caminhoneiros autônomos, que começou em 13 de julho de 2026, só tende a aumentar devido à inação do Congresso. Ele é relator da Medida Provisória 1.343/2026, que corre o risco de perder validade em 16 de julho de 2026, caso não seja pautada.
O impasse, segundo Trovão, está relacionado a uma rixa entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Republicanos-AP), e o governo Lula, o que impede a votação da chamada MP do Frete. Esta medida estabelece um salário-base de R$ 5 mil para motoristas celetistas, além de outras regras importantes para o setor de transporte de cargas.
Os caminhoneiros autônomos iniciaram mobilizações para pressionar Alcolumbre a colocar a medida em votação. Trovão, que tem identificação com a categoria por ser caminhoneiro, ressaltou que a situação pode se agravar: “Nós precisamos desta votação. Isso só vai se estender, isso só vai aumentar”.
De acordo com Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), a paralisação não está restrita aos caminhoneiros que atuam nos portos. “É geral. O objetivo é continuarmos parados até que Alcolumbre coloque a MP em votação”.
No estado de Mato Grosso do Sul, caminhoneiros aguardam o avanço do movimento em Santos para decidir se também paralisam suas atividades. A expectativa é que Alcolumbre analise a proposta ainda nesta semana, antes do prazo de vencimento da MP.
Opinião
A situação atual reflete a tensão entre os interesses dos caminhoneiros e as disputas políticas, evidenciando a necessidade urgente de diálogo e soluções eficazes.





