A 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou os pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o ‘Marcola Narigudo’, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), e de outros membros de sua família. Os réus, incluindo seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior e seus sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, enfrentam acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A decisão ocorre no contexto da investigação que levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra Santos, detida em 21 de maio, suspeita de ser a responsável pelo “fechamento” financeiro do esquema criminoso. A defesa de Marcola e seus familiares, liderada pelo advogado Bruno Ferullo Rita, já anunciou que recorrerá às instâncias superiores para contestar a decisão que manteve as prisões preventivas.
Operação Vérnix e as prisões
A Operação Vérnix, deflagrada em maio, investiga o uso de uma transportadora de valores de fachada em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, para movimentar e ocultar parte da fortuna do PCC. Marcola e Alejandro já estavam presos no sistema penitenciário federal antes mesmo da operação, enquanto Paloma e Leonardo são considerados foragidos, com Paloma supostamente na Espanha e Leonardo na Bolívia.
A relatora dos habeas corpus, desembargadora Renata William Rached Catelli, justificou a rejeição do pedido ao afirmar que Marcola exerce a liderança de uma sofisticada organização criminosa, mesmo estando preso. Ela destacou que a manutenção das prisões é necessária para interromper a continuidade das atividades ilícitas.
Defesa e contestações
A defesa de Marcola argumentou que a prisão se baseia em fatos antigos, afirmando que os elementos que sustentam a prisão preventiva remontam a anos anteriores, sem a demonstração de novos fatos que justifiquem a custódia cautelar. No entanto, a desembargadora refutou essa argumentação, indicando que a prisão está fundamentada em evidências específicas de uma atuação continuada no esquema criminoso.
Opinião
A decisão da Justiça reflete a complexidade dos casos envolvendo organizações criminosas e a necessidade de medidas rigorosas para coibir a continuidade das atividades ilícitas.





