A Vivo anunciou que pretende desligar sua rede 2G “o quanto antes” para liberar frequências e priorizar a expansão do 5G. Contudo, essa decisão não implica que o sinal será interrompido imediatamente, já que a operadora ainda não apresentou um cronograma e precisa concluir a migração de milhões de dispositivos conectados à tecnologia.
Os principais afetados pelo desligamento serão celulares muito antigos e equipamentos como alarmes, rastreadores e máquinas de cartão que ainda utilizam módulos 2G. Para a maioria dos usuários de smartphones 4G ou 5G, a mudança deve passar despercebida.
O que sabemos sobre o desligamento do 2G
Até o momento, a Anatel não possui um calendário nacional para o fim do 2G. Desde 6 de abril de 2025, a agência não certifica novos celulares 2G, mas isso não estabelece uma data para o desligamento das redes existentes. A Vivo pretende desligar a tecnologia, mas a transição depende da migração dos dispositivos conectados e do avanço dos acordos de compartilhamento de rede com a TIM.
Impacto para os usuários
Se o seu celular for compatível apenas com 2G, ele deixará de funcionar quando o sinal for desligado na sua região. Isso afeta principalmente aparelhos mais antigos. Já os celulares 4G compatíveis com VoLTE devem continuar funcionando normalmente. A Vivo informa que o uso do VoLTE exige um smartphone compatível e cobertura do serviço na região.
O que muda com o desligamento do 2G?
A Vivo busca desativar a rede 2G para reaproveitar as frequências e melhorar a capacidade das redes mais recentes. Essa mudança pode reduzir custos operacionais e o consumo de energia, além de simplificar a infraestrutura de rede. O acordo de compartilhamento de rede entre Vivo e TIM abrange cerca de 4 mil municípios, permitindo que apenas uma das operadoras mantenha a infraestrutura em determinadas áreas.
Opinião
O desligamento do 2G representa uma mudança significativa para a telecomunicação no Brasil, e os usuários devem estar atentos às suas implicações.





