Em uma nova reviravolta na corrida eleitoral em Minas Gerais, a federação União Progressista oficializou, na noite de 5/8, aliança para entrar na chapa do candidato à reeleição, governador Mateus Simões (PSD). A decisão ocorre menos de uma semana após a federação abandonar a aliança com o PSD, quando o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) rompeu com o governador para levar adiante sua própria candidatura ao governo do Estado.
O ex-secretário, que era pré-candidato ao Senado na chapa de Simões, já havia demonstrado insatisfação com a candidatura à reeleição do senador Carlos Viana (PSD) na mesma chapa. Aro acreditava que ambos competiriam por eleitores com o mesmo perfil. Após algumas semanas de negociações, ele decidiu deixar a chapa de Simões na sexta-feira passada, sendo chamado de traidor por Mateus Simões.
A federação União Brasil-PP estava negociando uma aliança com o Republicanos, que nesta semana decidiu não aceitar a candidatura do senador Cleitinho (Republicanos), que havia desistido de concorrer e voltou atrás no dia seguinte. Fontes próximas afirmam que Cleitinho ainda tenta reverter a decisão com os dirigentes do partido.
A coligação de Simões será formada por PSD, federação União Progressista (União Brasil e PP), Partido Novo, Federação PRD, Solidariedade e Avante. Para vice-governador, foi escolhido Danilo de Castro (União Brasil). Os partidos também definiram que não haverá coligação para a candidatura ao Senado, com Carlos Viana concorrendo de forma isolada pelo PSD e Marcelo Aro pela federação União Progressista.
O acordo foi fechado com os presidentes estaduais Rodrigo de Castro (União Brasil) e Pinheirinho (PP), além da anuência dos presidentes nacionais Antônio Rueda (UB) e Ciro Nogueira (PP). A federação União Progressista declarou em nota que “a composição representa a convergência de importantes forças políticas em torno de um projeto de estabilidade, diálogo e desenvolvimento para Minas Gerais”.
Opinião
A nova aliança pode trazer novas dinâmicas à corrida eleitoral, refletindo as tensões internas e as estratégias dos partidos envolvidos.





