Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 20,5 milhões de eleitores aptos a participar das eleições de 2026 se declararam pretos e pardos. Este grupo representa quase 13% dos 158,7 milhões de brasileiros com cadastro regularizado para votar em outubro.
A pesquisa reflete o avanço do preenchimento da autodeclaração de raça e cor no cadastro eleitoral, que é realizado de forma voluntária pelos cidadãos. Comparando com as eleições gerais de 2022, a análise considera a evolução entre o pleito municipal de 2024 e a disputa deste ano.
Crescimento dos Grupos Raciais
No intervalo mencionado, o número de eleitores pardos aumentou de 8,5 milhões para 16,9 milhões, enquanto o total de pessoas autodeclaradas pretas saltou de 1,8 milhão para 3,6 milhões, quase dobrando em ambos os casos. O crescimento também foi registrado em outros grupos raciais: o número de eleitores amarelos subiu de 114,4 mil para 229,5 mil, e a população indígena cadastrada passou de 155,7 mil para 287,1 mil, uma alta de 84,47%.
Por outro lado, o total de eleitores brancos subiu de 5,3 milhões para 11,7 milhões. A quantidade de cidadãos sem informação declarada sobre raça ou cor caiu de 140 milhões para 126 milhões entre 2024 e 2026.
Desigualdade Persistente
Embora o eleitorado negro tenha mostrado crescimento, ele ainda está abaixo da proporção indicada pelo IBGE, que aponta que a população negra no Brasil soma 112,7 milhões de pessoas, representando 55,5% dos habitantes do país.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026, onde os brasileiros irão escolher presidente, governadores e representantes em diversas esferas.
Opinião
A crescente participação de eleitores pretos e pardos nas eleições é um sinal positivo, mas a desigualdade ainda precisa ser abordada com urgência para refletir a verdadeira diversidade da população brasileira.





