Eleições

TSE proíbe óculos inteligentes na cabine de votação para garantir sigilo do voto

TSE proíbe óculos inteligentes na cabine de votação para garantir sigilo do voto

Se você está planejando usar óculos inteligentes nas eleições de 2026, é melhor repensar sua estratégia. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe o uso desses dispositivos dentro da cabine de votação, com o objetivo de garantir o sigilo do voto.

A nova regra foi incluída na minuta das regras eleitorais para 2026, que foi discutida em audiências públicas antes da aprovação final. O TSE busca atualizar a legislação para lidar com as novas tecnologias que não existiam quando as regras foram inicialmente estabelecidas.

Objetivo da Proibição

A proibição de óculos inteligentes se dá principalmente para evitar que eles possam gravar ou transmitir imagens, o que poderia levar a problemas como a compra de votos e a coação de eleitores. Mesmo que o eleitor não tenha má intenção, o uso desse tipo de dispositivo representa um risco à privacidade e à integridade do processo eleitoral.

Base Legal e Resolução

A Lei 9.504/1997 já proíbe o uso de celulares, máquinas fotográficas e filmadoras dentro da cabine de votação. A Resolução do TSE nº 23.751/2026 deixa claro que essa restrição se aplica também a tecnologias mais modernas, incluindo smartwatches com câmera e outros dispositivos que possam comprometer o sigilo do voto.

Na Seção III da norma, é explicitado que é vedado ao eleitor ou à eleitora portar qualquer instrumento que possa comprometer o sigilo do voto, mesmo que desligados. Isso inclui equipamentos de radiocomunicação e dispositivos de gravação.

O que mais está proibido?

Além dos óculos inteligentes, a proibição se estende a qualquer equipamento que possa comprometer o sigilo do voto. O eleitor ainda poderá levar seus dispositivos até o local de votação, mas deverá deixá-los fora da cabine, geralmente sob a orientação dos mesários.

Opinião

A proibição do uso de óculos inteligentes na cabine de votação é uma medida necessária para proteger a integridade do processo eleitoral e garantir que o voto continue a ser um ato sigiloso.