O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu, por unanimidade, manter a inelegibilidade do influenciador e coach Pablo Marçal até 2032. A decisão foi divulgada na quarta-feira (5) e confirma que Marçal não poderá se candidatar nas próximas eleições, programadas para outubro, embora ainda tenha a possibilidade de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Marçal, que foi ex-candidato à Prefeitura de São Paulo em 2024 pelo PRTB, foi condenado pelo TRE-SP em abril de 2025. A condenação resultou na cassação de seus direitos políticos por um período de oito anos e na imposição de uma multa de R$ 420 mil por descumprimento de uma liminar no processo.
Ação do PSB e Condenações Anteriores
A ação que culminou na inelegibilidade de Marçal foi apresentada pelo PSB, partido da deputada Tabata Amaral, que também se lançou como candidata à prefeitura em 2024. O PSB acusou Marçal de impulsionar ilegalmente sua candidatura através de um programa de remuneração que incentivava a produção e divulgação de vídeos nas redes sociais.
Além disso, o empresário foi condenado por condutas que, segundo a Justiça Eleitoral, violaram o princípio da legitimidade do pleito, incluindo ataques a instituições e adversários políticos. É importante ressaltar que Marçal já havia sido condenado em fevereiro de 2025 pela mesma prática, em uma ação movida pelo PSOL, partido do deputado federal Guilherme Boulos, a quem acusou de usar drogas, apresentando um documento que posteriormente foi comprovado como falso.
Opinião
A decisão do TRE-SP reflete a seriedade com que a Justiça Eleitoral trata as irregularidades nas campanhas, destacando a importância da legitimidade no processo democrático.





