Eleições

TRE-RJ apreende quadro de Jair Bolsonaro e Flávio reage em São Luís: ‘Absurdo!’

TRE-RJ apreende quadro de Jair Bolsonaro e Flávio reage em São Luís: 'Absurdo!'

Na tarde de 21 de setembro de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) apreendeu um quadro do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma ação de campanha do candidato a deputado federal Rafael Satiê em Teresópolis. A apreensão gerou uma onda de reações, especialmente do filho de Jair, Flávio Bolsonaro, que se manifestou em um evento em São Luís, Maranhão, no dia seguinte.

Reação de Flávio Bolsonaro

Durante sua fala em São Luís, Flávio Bolsonaro disse: “Vem aqui tomar meu quadro, TRE!” e levantou um quadro semelhante ao que foi apreendido. Ele ainda afirmou que o povo brasileiro verá Jair Bolsonaro novamente como presidente, reforçando sua confiança em uma futura vitória nas eleições. O vídeo da apreensão, que foi compartilhado amplamente, já conta com quase 2 milhões de visualizações e gerou milhares de comentários, muitos comparando a ação do TRE a atos de “ditadura”.

Justificativa do TRE-RJ

O TRE-RJ justificou a apreensão em uma nota, afirmando que ocorreu durante uma diligência de fiscalização da propaganda eleitoral, onde foram encontrados materiais de campanha que não estavam em conformidade com a legislação eleitoral. A nota também indicou que uma pessoa foi conduzida à autoridade policial durante a ação por uma suposta infração criminal.

Críticas à legalidade da ação

Especialistas em direito criticaram a legalidade da apreensão. A constitucionalista Vera Chemim afirmou que a ação do TRE-RJ “não tem qualquer respaldo constitucional e legal” e destacou que a proibição de manifestações político-eleitorais envolvendo Jair Bolsonaro, imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não se aplica à utilização de sua imagem. O advogado André Marsiglia também criticou a apreensão, afirmando que um quadro em homenagem a alguém não pode ser proibido, destacando que a ação representa um ato de censura.

Opinião

A apreensão do quadro de Jair Bolsonaro levanta questões sobre a liberdade de expressão e os limites da atuação da Justiça Eleitoral, evidenciando um clima de tensão nas eleições de 2026.