A campanha do PT, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inicia em 28 de agosto de 2026 com uma estratégia focada na desconstrução de seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro. A ofensiva eleitoral pretende explorar o que o partido chama de ‘currículo’ do candidato do PL-RJ, apresentando sua trajetória em uma espécie de ficha corrida policial.
Estratégia de Ataque
A campanha petista começa com inserções no rádio e na televisão, destacando polêmicas envolvendo Flávio, como suas conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro e o caso das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Além disso, a campanha irá abordar sua homenagem ao ex-policial Adriano da Nóbrega, que é acusado de ligação com milícias. A campanha promete ser intensa, com o locutor afirmando que “não dá para confiar nesse sujeito” e chamando Flávio de “o pior dos Bolsonaros”.
Comparação com Lulinha
A estratégia do PT também busca desviar a atenção das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que está sob suspeita de tráfico de influência. Enquanto Flávio é atacado, Lula se posiciona como alguém que deve investigar seu próprio filho, prometendo que se houver erros, Lulinha terá que responder.
Tempo de Exposição e Pesquisas
O presidente terá uma vantagem significativa no horário eleitoral, com 5 minutos e 31 segundos em cada bloco, enquanto Flávio terá 4 minutos e 20 segundos. A pesquisa BTG/Nexus mostra Lula com 46% das intenções de voto contra 45% de Flávio, evidenciando um empate técnico. A pesquisa indica que 65% dos brasileiros usarão TV aberta para acompanhar a eleição, um meio que ainda é central na disputa, apesar do crescimento das redes sociais.
Medidas Populares em Foco
A campanha do PT irá destacar medidas populares como Pé-de-Meia e Gás do Povo, além de ações de crédito e consumo. A estratégia evita temas que possam colocar o governo na defensiva, como ajuste fiscal e a onda de recuperações judiciais, focando em apresentar o atual mandato como um período de reconstrução.
Opinião
A campanha do PT promete ser uma batalha intensa, com táticas agressivas que podem impactar a percepção do eleitorado e decidir o futuro da eleição.





