Deltan Dallagnol teve sua candidatura ao Senado mantida por unanimidade pelo TRE-PR em julgamento realizado no dia 23 de setembro de 2026. O tribunal decidiu acompanhar o voto da relatora, Vanessa Jamus Marchi, que acolheu parcialmente os embargos apresentados pela defesa para esclarecer pontos da decisão anterior.
A coligação do PT, que contestou a candidatura de Deltan Dallagnol, havia solicitado que ele fosse multado, acusando-o de usar embargos para atrasar o processo. Contudo, o TRE-PR rejeitou esse pedido, afirmando que recorrer às instâncias superiores é um direito do candidato.
Impedimentos e Críticas
Apesar da manutenção do registro, Deltan Dallagnol permanece inelegível devido à decisão do TSE de 2023, que cassou seu mandato de deputado federal. Em decorrência disso, ele está impedido de fazer campanha até que o TSE tome uma decisão final sobre o caso. A suspensão dos atos de campanha foi determinada em 21 de setembro de 2026, por 5 votos a 2, o que impede Dallagnol de pedir votos, participar de debates e veicular propaganda.
A relatora, Vanessa Jamus Marchi, criticou uma petição da coligação do PT, afirmando que o documento apresentava um “roteiro procedimental” desnecessário. Ela enfatizou que o TRE-PR não necessita de orientações externas sobre prazos processuais e que a condução do caso foi feita com rigor e neutralidade.
Próximos Passos
O presidente do TSE, Nunes Marques, divergiu da maioria e pediu que o recurso sobre o registro de Deltan Dallagnol fosse incluído em pauta com urgência, argumentando que a demora pode prejudicar a campanha do candidato caso ele seja considerado elegível posteriormente. A defesa de Dallagnol continua trabalhando para reverter a suspensão e garantir que os eleitores possam escolher seus representantes nas urnas.
Opinião
A situação de Deltan Dallagnol destaca a complexidade do processo eleitoral e as tensões entre os diferentes partidos, refletindo a importância da decisão do TSE para o futuro político do candidato.





