Santa Catarina

Trabalhadores da Arauco paralisam obra em Inocência e exigem melhorias salariais

Trabalhadores da Arauco paralisam obra em Inocência e exigem melhorias salariais

Trabalhadores envolvidos na construção do Projeto Sucuriú, a megafábrica de celulose da Arauco em Inocência, na região leste de Mato Grosso do Sul, paralisaram as atividades em meio às negociações trabalhistas. A mobilização, que envolve funcionários contratados pela Opus Construtech, ocorre durante o período da data-base e coloca em discussão salários, benefícios e condições oferecidas aos profissionais.

Reivindicações e Negociações

A paralisação acontece em um momento crítico, já que o Projeto Sucuriú se aproxima do pico de mão de obra, com previsão de cerca de 14 mil trabalhadores atuando simultaneamente durante o auge das obras, previsto para 2026. Desde o início da implantação, mais de 33 mil profissionais foram credenciados, considerando a circulação e substituição de equipes ao longo das diferentes etapas da construção.

As negociações estão sendo conduzidas entre o Sintiespav-MS, sindicato que representa os trabalhadores da construção pesada, e as empresas responsáveis por diferentes frentes do projeto. As reivindicações incluem reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho, como alimentação e segurança. Até que a pauta oficial da negociação seja detalhada, essas questões permanecem como relatos apresentados durante a mobilização.

Impacto do Empreendimento

As obras já ultrapassaram 70% de execução e fazem parte de um investimento estimado em US$ 4,6 bilhões. A futura fábrica terá capacidade para produzir aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, colocando o empreendimento entre os de maior porte do setor. A implantação da unidade também provocou mudanças significativas em Inocência, com a chegada de milhares de trabalhadores e empresas prestadoras de serviços, elevando a população temporária e aumentando a demanda por moradia, alimentação e transporte.

Histórico de Mobilizações

A atual mobilização não é a primeira entre os profissionais ligados à implantação da fábrica. Em junho de 2025, cerca de 250 funcionários interromperam as atividades durante a construção de alojamentos, e em fevereiro deste ano, houve outra paralisação relacionada a horas extras e auxílios. Agora, as relações trabalhistas voltam ao centro das atenções no maior empreendimento industrial em execução no município.

Opinião

A situação em Inocência reflete a complexidade das relações trabalhistas em grandes empreendimentos, onde a busca por direitos e melhorias é essencial para garantir um ambiente de trabalho justo e produtivo.