A Dívida Pública Federal (DPF) encerrou o mês de abril em R$ 8,798 trilhões, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional no Relatório Mensal da Dívida. Este valor representa um aumento de 1,91% em relação ao mês anterior, em termos nominais. O relatório também destaca que a DPF está fora dos limites do Plano Anual de Financiamento (PAF), que variam entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões até o fim do ano.
Dívidas Interna e Externa
A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) alcançou R$ 8,462 trilhões, com um aumento de 1,93%. Já a Dívida Federal Externa somou R$ 335,88 bilhões, apresentando uma variação de 1,28%.
Emissões e Resgates
As emissões da DPF totalizaram R$ 229,96 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 146,01 bilhões. Isso resultou em uma emissão líquida de R$ 83,95 bilhões, sendo R$ 68,04 bilhões referentes à DPMFi e R$ 15,91 bilhões à Dívida Pública Externa.
Custos e Colchão de Liquidez
O custo médio da DPF foi de 12,22% ao ano, um leve aumento em relação ao mês anterior. O colchão de liquidez da dívida pública terminou abril em R$ 1,091 trilhão, o que é suficiente para cobrir 8,91 meses de vencimentos de títulos à frente, um aumento em relação aos 5,69 meses de março.
Prazo Médio e Participação de Investidores
O prazo médio da DPF aumentou para 4,12 anos, enquanto a participação de investidores não residentes na DPMFi variou de 10,70% para 10,38% em abril. Os fundos de investimento e instituições de previdência também apresentaram mudanças em suas participações.
Opinião
A situação da Dívida Pública Federal requer atenção redobrada, especialmente com os limites do PAF se aproximando, o que pode impactar a saúde fiscal do país.





