O debate entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), realizado na TV Globo em 29 de setembro de 2026, trouxe à tona questões polêmicas sobre segurança pública e políticas para crianças com autismo.
Confronto sobre atendimento a crianças com autismo
No debate, Tarcísio comparou Haddad ao personagem Pinóquio, fazendo referência ao boneco que tem o nariz crescendo quando mente. Essa comparação surgiu após Haddad acusar o governador de acabar com o atendimento especializado para crianças com transtorno do espectro autista (TEA) nas escolas. O petista afirmou que a gestão de Tarcísio eliminou profissionais de apoio e não oferece atendimento médico adequado para crianças com autismo severo.
Por sua vez, Tarcísio defendeu sua gestão, afirmando que não demitiu profissionais especializados e que, ao contrário, realizou novas contratações. Ele rebateu as acusações, dizendo que sua administração divergiu das orientações do Ministério da Educação para garantir o apoio nas escolas.
Questões de segurança pública
O debate também abordou a segurança pública em São Paulo. Haddad questionou Tarcísio sobre a presença do Comando Vermelho (CV) no estado, citando notícias recentes sobre a atuação da facção em cidades como Rio Claro, Piracicaba e Praia Grande. O governador, por sua vez, destacou as ações de sua gestão contra o PCC e a queda nos índices de criminalidade, afirmando que sua administração tem realizado um trabalho sério na segurança pública.
Relação com Milton Leite
Além disso, Haddad trouxe à tona a participação de Tarcísio em um evento de campanha dos filhos de Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, que está preso por envolvimento em corrupção. Haddad questionou a escolha de Tarcísio em se associar a aliados de Leite, enquanto o governador defendeu que sua relação com o ex-presidente da Câmara sempre foi institucional.
Opinião
O debate acirrado entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad evidencia a polarização política em São Paulo, com temas sensíveis como segurança e saúde sendo utilizados como armas de ataque e defesa nas campanhas eleitorais.




