O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), interrompeu às 13h do dia 15 a sessão plenária que decide se o também ministro da Corte Alexandre de Moraes poderá ser investigado por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A previsão é de que o julgamento seja retomado às 15h, quando os ministros devem analisar questões deliberadas durante a manhã.
Possível Investigação e Relatório Revelador
O relatório que menciona Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. Este ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. O relatório contém 52 mensagens que os investigadores afirmam ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, sugerindo uma relação de proximidade entre eles.
Entre as mensagens, destaca-se uma que menciona um contrato de R$ 131 milhões do Banco Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outra, Vorcaro busca informações sobre uma operação iminente para prender Moraes.
Impedimentos e Suspeitas
Durante a manhã, os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli declararam-se impedido e suspeito, respectivamente, para participar do julgamento sobre a possível abertura de uma investigação contra Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também pediu a anulação do relatório parcial, alegando que o documento é irregular.
Reações e Acusações
Em resposta às acusações, Moraes negou qualquer irregularidade e classificou o relatório como inconstitucional e ilegal. Ele também pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça, suspeitando de abuso de autoridade e improbidade administrativa. O presidente do STF agendou o julgamento desse pedido para o dia 23 de setembro.
Opinião
A situação no STF revela a crescente tensão entre seus membros e levanta questões sobre a integridade do sistema judiciário brasileiro.





