A pejotização está se tornando um tema cada vez mais complexo e arriscado para as empresas no Brasil. Com um julgamento do STF marcado para 2026, que irá definir os limites legais para a contratação de profissionais via CNPJ, as incertezas aumentam.
Impactos da Pejotização nas Empresas
Entre 2022 e 2024, aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores migraram para o modelo de PJ, resultando em uma perda significativa de arrecadação. O INSS deixou de arrecadar mais de R$ 60 bilhões e o FGTS perdeu cerca de R$ 24 bilhões. Essas perdas motivaram um cerco maior por parte das autoridades fiscais, que buscam reverter essa situação.
Reforma Tributária e Seus Efeitos
A recente reforma tributária também traz mudanças que afetam diretamente a pejotização. As novas regras introduzem o conceito de créditos tributários que dependem do regime fiscal do prestador de serviço. Se um profissional não estiver no regime adequado, a empresa pode perder a capacidade de abater impostos, aumentando os custos operacionais.
Riscos de Contratações Irregulares
As empresas que não seguirem as novas diretrizes correm o risco de multas e encargos retroativos. Se a Justiça decidir que um contrato de PJ na verdade camuflava uma relação de emprego, a empresa terá que recolher retroativamente todas as contribuições previdenciárias e encargos trabalhistas. Isso pode resultar em um prejuízo financeiro considerável.
Empresas no Simples Nacional
As empresas que operam sob o Simples Nacional também estão em alerta. A contratação de serviços de PJs que não aderirem ao ‘Simples híbrido’ pode levar à perda de créditos tributários, impactando a competitividade e, consequentemente, os preços para o consumidor final.
Opinião
A crescente insegurança jurídica e os riscos financeiros associados à pejotização exigem que as empresas revisem seus modelos de contratação e busquem alternativas que minimizem os impactos negativos das novas legislações.





