O uso excessivo de telas por crianças pode causar sérios problemas de saúde, como ansiedade e alterações de humor, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Durante as férias, essa preocupação se intensifica, já que muitas crianças passam mais tempo em casa, longe da rotina escolar e das atividades lúdicas.
Impactos do uso excessivo de telas
A pediatra Silvia Nigro, do Hospital Sírio-Libanês, destaca que o uso excessivo de dispositivos pode levar a distúrbios do sono e dificuldades nas interações sociais. Além disso, a luz azul emitida por celulares e tablets pode prejudicar a qualidade do sono, reduzindo a produção de melatonina, o hormônio que regula o sono.
A pediatra Lucila Faria recomenda que as telas sejam desligadas pelo menos uma hora antes de dormir e sugere que, em casos de dificuldade para adormecer, esse intervalo seja estendido para duas horas. “É necessário fazer uma transição para o descanso”, enfatiza.
Recomendações de tempo de tela
A SBP estabelece limites de exposição às telas de acordo com a idade:
Até 2 anos: evitar a exposição a telas.
De 2 a 5 anos: máximo de 1 hora por dia, com supervisão.
De 6 a 10 anos: 1 a 2 horas por dia, também supervisionadas.
De 11 a 18 anos: 2 a 3 horas por dia, evitando que isso prejudique o sono.
Entretanto, a realidade é alarmante: 78% das crianças de 0 a 3 anos e 94% das crianças de 4 a 6 anos têm contato diário com telas. Além disso, 56% dos responsáveis afirmam que o excesso de telas prejudica a saúde das crianças.
Sinais de alerta
Os responsáveis devem ficar atentos a sinais que indicam uso excessivo de telas, como:
– Dificuldade para se autorregular após interromper o uso;
– Alterações na rotina de sono;
– Queda no rendimento escolar;
– Isolamento e preferência por dispositivos eletrônicos em detrimento de interações sociais.
Opinião
A crescente dependência de telas nas crianças é uma preocupação que merece atenção redobrada, especialmente em períodos como as férias, onde a supervisão pode ser mais desafiadora.





