O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) visitou Filipe Martins na cadeia pública de Ponta Grossa, no Paraná, no dia 5 de setembro de 2026. Martins, ex-assessor de assuntos internacionais de Jair Bolsonaro, cumpre uma condenação de 21 anos de prisão imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), com Alexandre de Moraes como relator do processo.
Após a visita, que durou cerca de uma hora e meia, Flávio qualificou a prisão de Martins como injusta, alegando que representa violações de direitos e abusos nas decisões de Moraes. “Vim dar um abraço em um amigo muito importante para nós que está preso aqui acusado de ter feito uma minuta que nunca existiu”, declarou o candidato.
Críticas a Alexandre de Moraes
Durante suas declarações, Flávio Bolsonaro criticou Alexandre de Moraes, mencionando sua atuação em casos que, segundo ele, demonstram um “gabinete da perseguição”. Ele afirmou que o ministro utiliza métodos para perseguir adversários políticos, citando um caso envolvendo sua esposa e um investigado. Flávio enfatizou que a situação de Martins é um reflexo dessa prática.
Propostas para o sistema penitenciário
Flávio também abordou a necessidade de mudanças no sistema prisional, defendendo a criação de 500 mil vagas e mudanças na legislação penal para classificar líderes de facções criminosas como grupos terroristas. Ele afirmou que essas medidas são essenciais para a recuperação do sistema penitenciário e para garantir penas mais severas para crimes como roubo de celular.
O futuro de Filipe Martins
O candidato relatou que conversou com Martins sobre sua inocência e as dificuldades que ele enfrenta na prisão, especialmente pela distância da família. Flávio afirmou que Martins acredita na sua eleição como uma forma de mudar a situação atual, marcada por perseguições e abusos.
Opinião
A visita de Flávio Bolsonaro a Filipe Martins levanta questões sobre o sistema de justiça e as acusações de perseguição política, refletindo um clima de tensão no cenário eleitoral.





