Economia

Shein celebra revogação do imposto de importação e gera tensão na indústria

Shein celebra revogação do imposto de importação e gera tensão na indústria

A Shein se posicionou a favor da decisão do governo federal de revogar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. Para a empresa, a medida protege o poder de compra das classes C, D e E. “Reconhecemos que essa é uma grande vitória para o consumidor e acreditamos que a decisão contribui para ampliar o acesso da população a produtos de qualidade, a preços acessíveis e a uma maior diversidade de oferta, preservando a competitividade, a inclusão econômica e a liberdade de escolha dos brasileiros”, disse Felipe Feistler, presidente da Shein no Brasil.

Segundo a companhia, o compromisso de longo prazo com o Brasil segue como prioridade estratégica, mas destaca que a tributação não desaparece por completo. “Os consumidores continuam sujeitos ao ICMS e a eventuais mudanças na legislação tributária a partir de 2027”, destaca a empresa em nota.

Com mais de 50 milhões de consumidores no Brasil, a Shein afirma ter 45 mil vendedores brasileiros em seu marketplace e diz manter investimentos em logística e tecnologia no país.

Revogação da taxa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na terça-feira (12) uma Medida Provisória que zera o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 (R$ 244), a chamada “taxa das blusinhas”. A medida entra em vigor nesta quarta-feira (13) e divide o setor. Plataformas internacionais comemoram, enquanto a indústria e o varejo brasileiro falam em risco de empregos e desigualdade tributária.

Com a mudança, as encomendas nessa faixa de valor continuam sujeitas apenas ao ICMS de 20%, imposto estadual. Para compras acima de US$ 50, a alíquota de 60% permanece. O imposto federal de 20% havia sido criado em agosto de 2024, dentro do programa “Remessa Conforme”, com o objetivo de regulamentar o comércio eletrônico internacional e reduzir fraudes.

Opinião

A revogação do imposto de importação pode trazer benefícios imediatos para os consumidores, mas levanta preocupações relevantes sobre o impacto na indústria nacional e na geração de empregos.