Entre 5 e 8 de agosto de 2026, pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizaram estudos na cidade de Maricá, no estado do Rio de Janeiro. Esta atividade faz parte da penúltima etapa do projeto Dinâmica Costeira, que analisa as transformações das praias ao longo dos anos, especialmente em função das mudanças climáticas.
Objetivos do Estudo
Os estudos realizados em Maricá têm como objetivo identificar áreas mais vulneráveis a ressacas e trechos suscetíveis à erosão costeira. Além disso, os dados obtidos irão indicar os períodos mais críticos do ano para a perda de areias nas praias, subsidiando ações para gestão territorial e proteção do litoral.
Contexto Demográfico
Maricá apresenta um ritmo acelerado de expansão demográfica e urbana nas últimas décadas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população estimada da cidade é de 212 mil pessoas em 2025, um aumento em relação aos 197 mil habitantes registrados no censo de 2022. Essa crescente população torna ainda mais urgente a necessidade de entender as dinâmicas costeiras.
Impacto nas Regiões Costeiras
As regiões costeiras, como a de Maricá, são ambientes naturalmente frágeis, impactados pela ação das marés, ventos, ondas e pelo aumento do nível do mar. Além disso, a urbanização, poluição e exploração de recursos naturais agravam essa fragilidade. Atualmente, cerca de 50 milhões de pessoas vivem na região costeira do Brasil, o que representa aproximadamente 25% da população total do país, segundo o Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil (2011).
Opinião
Os dados coletados durante este projeto são fundamentais para a compreensão das transformações das praias e para a implementação de estratégias eficazes de proteção ambiental e gestão costeira.
Opinião
O estudo das transformações costeiras é crucial para garantir a segurança e o bem-estar da população que depende desses ecossistemas.





