Com o fim das convenções partidárias e o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, o governador Eduardo Riedel (PP) se prepara para um cenário político desafiador caso seja reeleito em outubro de 2023. A análise indica que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) contará com uma composição de parlamentares experientes, incluindo três ex-governadores, o que pode aumentar o peso das negociações entre o Executivo e o Legislativo.
A situação se torna ainda mais complexa com a possibilidade de Londres Machado (PP), de 84 anos, assumir a presidência da Alems. Reconhecido por sua habilidade na articulação política, Machado tem mais de quatro décadas de atuação e já administrou o estado de forma interina em duas ocasiões. Sua eleição para a presidência reforçaria a necessidade de um equilíbrio permanente na relação institucional entre o Executivo e o Legislativo.
Além de Londres, a disputa pelas 24 cadeiras da Casa inclui outros políticos experientes como Zé Teixeira (PL), de 86 anos, Zeca do PT (PT), de 75 anos, e André Puccinelli (MDB), de 78 anos. A presença desses veteranos pode resultar em uma das bancadas mais experientes dos últimos anos, o que exigirá do governo uma interlocução constante para aprovar matérias estratégicas.
Com um Legislativo mais experiente, a dinâmica entre o Palácio Guaicurus e a Alems pode mudar, ampliando o protagonismo do Legislativo na definição da pauta política e na condução de votações. A habilidade de Riedel em construir consensos será crucial para garantir a aprovação de projetos prioritários, especialmente em temas fiscais e administrativos.
Opinião
O cenário político em Mato Grosso do Sul promete ser desafiador, e a capacidade de diálogo entre o governo e a Assembleia será fundamental para o sucesso da administração de Eduardo Riedel.





