A senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke, do PSB, fez uma contundente crítica ao discurso do sacerdote carmelita Frei Gilson, que é conhecido por sua postura publicamente anticomunista e que ganhou apoio entre os bolsonaristas. Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), a senadora chamou o religioso de ‘falso profeta’, gerando grande repercussão e acumulando mais de 358 mil visualizações.
A crítica de Soraya foi uma resposta a um texto do jornalista Guga Noblat, que também se manifestou contra o Frei, referindo-se a ele como ‘Padre Redpill’. Noblat destacou um trecho do sermão de Frei Gilson, onde ele se opõe ao empoderamento feminino e defende uma visão tradicional do papel da mulher. O religioso afirmou que as mulheres buscam ‘mais poder’, o que, segundo ele, é uma ideologia diabólica.
Em sua publicação, Soraya Thronicke enfatizou que há muitos líderes religiosos, incluindo freis e pastores, que usam o nome de Deus em vão, infringindo a própria fé que pregam, conforme o 3º mandamento (Êxodo 20:7). Ela se declarou católica de berço e afirmou que Frei Gilson não a representa, criticando a intolerância religiosa e o discurso misógino que ele promove.
O posicionamento da senadora também trouxe à tona lembranças de sua disputa eleitoral contra Kelmon Luis Da Silva Souza, outro candidato à presidência, que se apresentava como padre e foi alvo de críticas semelhantes. Durante a corrida eleitoral, Kelmon foi chamado de ‘falso profeta’ e ‘impostor’, sendo rejeitado até pela Igreja Ortodoxa Siriana de São Jorge em Campo Grande.
Opinião
A crítica de Soraya Thronicke ao discurso de Frei Gilson reflete uma crescente preocupação com a interpretação dos preceitos religiosos e suas implicações sociais, especialmente em temas como a igualdade de gênero.





