A Santa Casa de Campo Grande enfrenta uma situação crítica em seu pronto-socorro, com superlotação que compromete a assistência à saúde da população. Mesmo assim, a unidade reafirma seu compromisso em atender os acidentados graves, conforme comunicado oficial.
Na noite de ontem, a situação era alarmante: a área vermelha do pronto-socorro contava com 11 pacientes, enquanto a capacidade instalada era de apenas 6 leitos. Na Área Verde, destinada à observação e definição de condutas clínicas, o número de pacientes chegou a 48, com apenas 7 leitos disponíveis, o que representa uma ocupação muito acima da capacidade operacional.
Acidente em São Gabriel do Oeste
Recentemente, a Central de Regulação encaminhou para a Santa Casa oito vítimas de um grave acidente ocorrido em São Gabriel do Oeste, localizado a aproximadamente 137 km da Capital. O acidente envolveu a colisão entre uma carreta e um ônibus que transportava trabalhadores.
A administração da Santa Casa destacou que, apesar da superlotação, a unidade continuará a receber as vítimas, reafirmando seu compromisso com a assistência à população e a preservação da vida. No entanto, a situação de superlotação é um problema histórico e sistêmico que a unidade enfrenta há anos, gerando revolta entre os pacientes que dependem de seus serviços.
Descontentamento dos Pacientes
Um paciente que preferiu não se identificar relatou sua insatisfação ao Correio do Estado, afirmando que chegou ao hospital às 6h30 para um procedimento agendado, mas só foi atendido às 9h. “Não foi só um atraso, foi falta de comprometimento. Quando a gente atrasa, precisa esperar muito para reagendar, mas quando é o hospital, parece que o paciente precisa aceitar”, desabafou.
Opinião
A situação da Santa Casa de Campo Grande reflete um problema que vai além da superlotação: é necessário um olhar mais atento e soluções efetivas para a saúde pública na região.





