A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) fez um apelo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitando que suas redes sociais sejam exibidas de forma correta no registro público de sua candidatura. Essa solicitação surge após a decisão do ministro Dias Toffoli, que suspendeu a campanha de Renan Santos (Missão) por não ter informado, dentro do prazo, 16 perfis utilizados na campanha.
Na petição protocolada em 31 de agosto de 2026, Sâmia alega que, embora tenha informado diversos perfis, o registro público não menciona todas as suas contas. Entre os perfis citados estão o pessoal no Instagram, além do “Time Sâmia” e as contas no X, TikTok, Threads e YouTube. Ela também destacou que o site oficial de sua campanha é samia5000.com.br, enquanto o samiamerepresenta.com.br não está em uso e deve ser excluído do sistema.
Histórico e Controvérsias
Ambos os sites mencionados são administrados por Dante Peixoto, engenheiro ambiental e ex-candidato a deputado federal pelo PSOL. O registro público de sua candidatura foi criado em 10 de junho de 2026, data que coincide com o registro do site samia5000.com.br.
Após a suspensão da campanha de Renan, Sâmia fez provocações, afirmando que os membros do partido de Renan estariam “choramingando” e que a decisão de Toffoli não configura censura. Ela criticou a lógica de “máfia digital” utilizada por alguns candidatos, insinuando que eles burlam as regras eleitorais.
A reação não tardou, e a vereadora Amanda Vettorazzo, que coordena a campanha de Renan, postou um print do registro público, alegando que Sâmia também não declarou todas as redes sociais que utiliza em sua campanha. Essa afirmação contrasta com a versão de Sâmia, que defende que todos os perfis foram informados, mas não estão visíveis no sistema.
Implicações Legais
Renan Santos, por sua vez, alegou que foi alvo de censura devido à suspensão de sua campanha e dos repasses financeiros. O advogado João Senzi comentou que a decisão de Toffoli estabelece um precedente preocupante, uma vez que, em casos anteriores, como o do empresário Pablo Marçal, houve um pedido formal do Ministério Público Eleitoral.
Opinião
A situação entre Sâmia Bomfim e Renan Santos levanta questões importantes sobre a transparência e a legalidade nas campanhas eleitorais, destacando a necessidade de clareza nas informações prestadas ao TSE.





