O Governo Federal apresentou, no dia 31 de agosto, o Projeto de Lei Orçamentária para 2027, que prevê um superávit primário de R$ 18,6 bilhões. Este valor considera todas as receitas e despesas primárias, sem descontos.
O orçamento total para 2027 está estimado em R$ 7,449 trilhões, com um limite de R$ 2,576 trilhões para as despesas primárias. Esse limite reflete um aumento de R$ 183,8 bilhões, ou 7,7%, em comparação ao orçamento de 2026.
Detalhes do Orçamento
O resultado ajustado do orçamento indica uma folga de R$ 10,1 bilhões sobre o valor correspondente ao centro da meta fiscal de 0,5% do PIB, que é de R$ 73,2 bilhões. Além disso, o salário mínimo para 2027 é estimado em R$ 1.741, refletindo um crescimento real.
O PLOA de 2027 também prevê uma redução das despesas obrigatórias de 92,4% para 91,7%, em relação ao total das despesas primárias. As despesas obrigatórias em relação ao PIB devem recuar de 17,5% em 2026 para 17,3% em 2027.
Investimentos e Setores Prioritários
Os investimentos em áreas essenciais também foram destacados no orçamento. Estão previstos R$ 272,2 bilhões para a Saúde, R$ 141,2 bilhões para a Educação e R$ 133,8 bilhões para Investimentos, todos acima dos pisos estabelecidos.
O crescimento real da despesa de pessoal está limitado a 0,6%, devido ao déficit primário ocorrido em 2025. Este fator é um dos gatilhos do Regime Fiscal Sustentável, que também impõe limites ao crescimento das despesas com receitas legalmente vinculadas.
Opinião
O orçamento de 2027 apresenta um cenário de responsabilidade fiscal, com superávit primário e aumento controlado nas despesas, visando garantir investimentos em setores fundamentais e a manutenção de um equilíbrio fiscal.
Opinião
O superávit primário projetado é um passo positivo, mas a sociedade deve acompanhar de perto como esses recursos serão efetivamente aplicados nas áreas prioritárias.





