A Rússia está enfrentando uma grave crise de abastecimento de gasolina, com a produção caindo para apenas 65% da demanda diária. Essa situação é resultado de ataques de drones ucranianos que paralisaram grandes refinarias de petróleo, incluindo as de Norsi e Omsk, as duas maiores do país.
A demanda por gasolina na Rússia varia entre 115 mil e 120 mil toneladas diariamente, e atualmente há um déficit entre 40 mil e 45 mil toneladas por dia. O vice-primeiro-ministro Alexander Novak destacou que a situação do abastecimento é complexa e causa preocupação entre a população, que enfrenta longas filas nos postos de combustíveis.
Medidas do governo
Para tentar conter a escassez, o governo de Vladimir Putin implementou proibições às exportações de diesel, gasolina e combustível de aviação, além de iniciar a importação de combustíveis, incluindo gasolina da Índia. O país também está utilizando estoques e recebendo gasolina de Belarus, que atingiu um recorde mensal de exportações em junho.
Impacto social
Com a escassez de combustível, a situação se tornou crítica em diversas regiões da Rússia. Na cidade turística de Anapa, cossacos têm sido convocados para ajudar a manter a ordem nos postos de combustíveis. O cossaco Yuri Komarov comentou sobre a necessidade de evitar o caos e garantir que os motoristas possam abastecer de forma eficiente.
Expectativas futuras
Fontes do setor acreditam que a situação do mercado de combustíveis pode melhorar na segunda metade de julho, desde que não haja novos ataques às refinarias. A retomada das operações e o aumento das importações são esperados para aliviar a pressão sobre o abastecimento.
Opinião
A crise de abastecimento de gasolina na Rússia evidencia como conflitos externos podem impactar diretamente a vida cotidiana da população, gerando tensões e desafios que vão além do campo de batalha.





