O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, reagiu a um ataque do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na última segunda-feira, 15 de junho de 2026. Eduardo defendeu um “rompimento geral” entre o Novo e o PL após Zema reforçar suas críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), irmão de Eduardo.
Zema minimizou a sugestão de Eduardo, afirmando que ele parece ter “vestido a carapuça”. “É típico dele fazer esse tipo de comentário. É um comentário dele, nem citei nomes, parece que ele vestiu a carapuça”, declarou Zema durante um evento no Rio de Janeiro, conforme apuração do Valor Econômico.
Críticas e Reações
Na sexta-feira anterior, Zema havia condenado a ligação de Flávio com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e expressou sua indignação ao afirmar que “quem anda com bandido merece ser visto com cautela”. Apesar das críticas, Zema se mostrou disposto a apoiar Flávio em um eventual segundo turno contra o PT.
Eduardo Bolsonaro, em resposta, usou as redes sociais para defender seu irmão. Ele questionou: “E em 2024 quem sabia quem era Vorcaro?” e criticou a postura de Zema, insinuando que ele desejava estar no lugar de Flávio. Eduardo afirmou: “Por mim, rompia geral com o partido Novo”.
Investimentos em Questão
Um relatório do site The Intercept Brasil revelou que Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões em investimentos de Vorcaro para um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Desses, cerca de R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025. Flávio confirmou o pedido, mas negou qualquer irregularidade, afirmando que a relação com Vorcaro era apenas por causa do filme.
Em suas declarações, Zema reiterou suas preocupações: “Ele [Flávio] o encontrou inclusive com tornozeleira. O que eu falei está dito e bola para frente. Vamos ver quem vai chegar no segundo turno”.
Opinião
A troca de farpas entre Zema e os Bolsonaros evidencia a tensão crescente nas pré-candidaturas e a complexidade das alianças políticas em um cenário eleitoral acirrado.





