Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, fez declarações polêmicas durante o encontro nacional do partido, realizado em São Paulo no dia 18 de julho de 2026. Zema criticou a política de cotas raciais e prometeu a privatização da Petrobras, além de atacar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Críticas e propostas de Zema
Durante seu discurso, Zema afirmou que o Brasil não pode mais suportar políticas de cotas que priorizam a cor da pele em detrimento de outras características. Ele declarou: “O Brasil não aguenta mais quatro anos de políticas de cotas… De doutrinação progressista nas escolas”. O pré-candidato também apresentou um plano de governo dividido em três eixos: combate às facções criminosas, redução de privilégios no setor público e retomada do crescimento econômico.
Impeachment de ministros do STF
O ex-governador voltou a defender o impeachment de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, destacando que seu discurso está alinhado com o eleitorado bolsonarista. Zema afirmou que pretende construir uma maioria no Senado para aprovar o impeachment de Moraes, reforçando sua posição contra a corrupção e o tráfico de influência, mencionando uma conexão entre Gilmar Mendes e a CBF.
Desempenho nas pesquisas
Apesar de seu discurso forte, Zema minimizou seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 15 de julho, mostrou Zema com apenas 2% das intenções de voto, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais. O levantamento, que ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de julho, indica que 19% dos entrevistados conhecem o pré-candidato e considerariam votar nele.
Opinião
As propostas de Zema geram debates acalorados e refletem um momento de polarização política no Brasil, especialmente em relação a temas como cotas e a atuação do STF.





