Política

Rhayane Fanaia e Editora Avante: contratos milionários sob investigação criminal

Rhayane Fanaia e Editora Avante: contratos milionários sob investigação criminal

Rhayane Souza Fanaia, proprietária da Editora Avante, é o centro de uma investigação que apura contratos fraudulentos no âmbito da Operação Gutenberg. Em meio a um esquema que movimentou milhões dos cofres públicos, Rhayane foi flagrada pedindo R$ 500 para Rossana Jafar em 4 de agosto de 2022, levantando suspeitas sobre sua real situação financeira.

Contratos Milionários e Saques Suspeitos

A Editora Avante recebeu mais de R$ 27 milhões em contratos suspeitos, sendo que parte desse valor era sacada em espécie ou transferida para contas de familiares de agentes públicos, dificultando o rastreamento das propinas. Entre fevereiro e dezembro de 2022, foram identificados 23 saques totalizando R$ 1.066.000, realizados frequentemente por Rhayane.

Vínculo com a Família Jafar

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) investiga o vínculo entre Rhayane e a família Jafar, dado seu relacionamento amoroso com Giovanni Paroschi Jafar, filho de Rossana e Mirched Jafar. A Editora Avante foi aberta apenas sete meses após a morte de Mirched Jafar, que já era alvo de investigação por práticas fraudulentas.

Operação e Mandados de Prisão

No dia 7 de junho, a Operação Gutenberg cumpriu 15 dos 16 mandados de prisão preventiva expedidos, além de 43 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Campo Grande e São Paulo. O único foragido é Heyder Bartz.

Esquema de Extorsão

O esquema envolvia extorsão contra prefeitos, com o ex-líder da Central Estadual de Regulação, Ed Carlo Britto Burgatt, condicionando o atendimento de pacientes à assinatura de contratos com a Editora Avante. Diálogos interceptados revelam a pressão exercida sobre os prefeitos para que fechassem contratos, sob a ameaça de suspender serviços essenciais.

Opinião

A investigação da Operação Gutenberg revela a gravidade de esquemas de corrupção que envolvem a manipulação de recursos públicos e a falta de controle sobre empresas que operam com contratos milionários.