O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, fez declarações contundentes sobre o cenário eleitoral, afirmando que votar em Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para presidente pode resultar na reeleição de Lula (PT). Zema destacou que o escândalo do Banco Master complicou a situação da direita nas eleições de 2024.
Durante um evento promovido pela Amcham Brasil em São Paulo no dia 25 de setembro, Zema expressou sua preocupação: “Se em 2022 já foi difícil para a direita, com esse escândalo agora, fica muito mais ainda”. Ele enfatizou que as recentes pesquisas, como a do Datafolha, mostram que Flávio possui 43% das intenções de voto, enquanto Lula lidera com 47%.
Rejeição e Críticas a Flávio Bolsonaro
O pré-candidato do Novo também mencionou que Flávio Bolsonaro enfrenta uma rejeição de 46%, enquanto Lula tem 45%. Zema criticou a aproximação de Flávio com Daniel Vorcaro, a quem chamou de “banqueiro bandido”, e afirmou que essa associação é um “mau sinal” para os eleitores. Ele ressaltou que nunca se reuniu com Vorcaro, apesar de viver na mesma cidade.
“Gambá cheira gambá”, declarou Zema, referindo-se à proximidade de Flávio com Vorcaro. O ex-governador também deixou claro que, apesar das críticas, está aberto ao diálogo com Flávio em um possível segundo turno contra o PT, mas não aceita aproximações com criminosos.
União da Centro-Direita
Enquanto Zema criticava Flávio, Ronaldo Caiado, que também participou do evento da Amcham, defendeu a união da centro-direita contra o PT, afirmando que o foco deve ser derrotar Lula no segundo turno. Caiado se posicionou como não oportunista e enfatizou a importância de manter a unidade entre os candidatos da direita.
“Não sou oportunista. O mais importante é mantermos a centro-direita unida para derrotar o PT no segundo turno”, disse Caiado, que também criticou a Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu mudanças na Corte.
Opinião
A polarização entre Zema e Flávio Bolsonaro evidencia os desafios que a direita enfrentará nas próximas eleições, especialmente com a sombra de Lula se aproximando.





