Mais de 12 países manifestaram disposição para participar de uma missão internacional com o objetivo de proteger o transporte marítimo no Estreito de Ormuz, essencial para o tráfego de 20% do petróleo mundial, conforme anunciado pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. A declaração ocorreu em um momento de tensão, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou não necessitar da ajuda de aliados.
Videoconferência e planejamento militar
Cerca de 50 países da Europa, Ásia e Oriente Médio participaram de uma videoconferência liderada pela França e pelo Reino Unido, que teve como objetivo dar continuidade ao planejamento militar inicial e enviar um sinal a Washington. O Irã, que mantém o estreito fechado desde 28 de fevereiro, disse estar pronto para reabri-lo, embora a passagem esteja restrita a navios iranianos desde o início dos ataques aéreos dos EUA e de Israel.
Bloqueio e exigências internacionais
Na última segunda-feira, Washington impôs um bloqueio a navios que entram ou saem de portos iranianos. Trump pediu que outros países ajudem a fazer cumprir o bloqueio e criticou aliados da OTAN por não colaborarem. No entanto, ao final das conversas em Paris, reiterou que havia solicitado à OTAN que ficasse de fora. O presidente francês, Emmanuel Macron, destacou que a reunião enviou uma mensagem unificada exigindo a reabertura imediata do estreito e a restauração da livre navegação.
Conferência de planejamento em Londres
O premiê alemão, Friedrich Merz, afirmou que seu país está preparado para contribuir com a missão, ressaltando que a participação dos EUA seria ‘desejável’. A conferência de planejamento militar em Londres, que ocorrerá na próxima semana, deverá anunciar mais detalhes sobre a composição da missão, com a expectativa de que mais de 12 países contribuam com recursos.
Possíveis desdobramentos
Diplomatas europeus alertam que a missão pode não se concretizar se a situação no Estreito de Ormuz voltar ao normal. Contudo, a presença militar pode ser solicitada durante uma fase de transição para garantir maior segurança, envolvendo compartilhamento de inteligência e escoltas militares.
Opinião
A situação no Estreito de Ormuz continua a ser uma fonte de tensão internacional, e a resposta colaborativa de várias nações pode ser crucial para garantir a segurança do transporte marítimo.





