O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) cancelou o evento que faria na noite de 11 de junho de 2026 para o lançamento de sua pré-candidatura em Macapá. A decisão ocorreu após uma representação do Ministério Público Eleitoral (MPE) que apontou indícios de propaganda eleitoral antecipada durante uma mobilização organizada pelo partido no último final de semana.
No evento, o próprio Randolfe comunicou a decisão judicial e destacou que a medida seria integralmente cumprida. Ele afirmou: “Aqui nós cumprimos uma decisão judicial. Houve uma representação organizada pela nossa oposição, o Ministério Público, em decorrência dessa representação, acionou o Tribunal Regional Eleitoral”.
Indícios de Propaganda Antecipada
A Procuradoria Eleitoral sustentou que a estrutura utilizada no evento era incompatível com as regras vigentes para o período de pré-campanha. Segundo o órgão, a dimensão da mobilização e os elementos empregados caracterizariam uma promoção antecipada da candidatura, antes do prazo permitido pela legislação eleitoral, que autoriza a propaganda a partir de agosto do ano da eleição.
Além do pedido de cancelamento do evento, o Ministério Público já havia protocolado, na terça-feira (9), uma representação contra o senador. A procuradoria solicitou o reconhecimento da prática de propaganda eleitoral antecipada e a aplicação de uma multa de R$ 25 mil.
Defesa de Randolfe
Após anunciar o cancelamento, Randolfe Rodrigues afirmou que a atividade era uma “mobilização legal e legítima” promovida pelo Partido dos Trabalhadores do Amapá. Ele alegou que as ações estavam dentro das regras para o período anterior à campanha eleitoral e agradeceu aos apoiadores presentes, reforçando que respeitaria a determinação da Justiça.
O Ministério Público argumentou que a mobilização teve ampla divulgação e potencial alcance ao eleitorado antes da abertura oficial do período de campanha. As ações foram promovidas também por meio das redes sociais do senador, onde foram divulgados convites e registros das atividades.
Opinião
A situação de Randolfe Rodrigues levanta questões sobre os limites da pré-campanha e a interpretação das regras eleitorais, refletindo a tensão política em um período de mobilização intensa.





